Ácidos graxos na dieta da vaca leiteira: quanto usar, quais suplementos e para quais vacas

Ácidos graxos na dieta da vaca leiteira: limites de 7% da MS, palmítico x oleico, sabão de cálcio, digestibilidade e quando a suplementação compensa.

13 de outubro de 202616 min de leitura

Ácidos graxos na dieta: vacas leiteiras comendo TMR no corredor de alimentação

Nutrição de alta produção · Ácidos graxos

A dieta da vaca leiteira deve ter no máximo cerca de 7% de ácidos graxos na matéria seca; a dieta basal já traz ~3%, então a suplementação cobre a diferença. Ácido palmítico tende a favorecer a gordura do leite e o oleico a condição corporal, e a resposta depende do nível de produção (Hutjens, 2026; Jonas de Souza).

Fonte do conteúdo: elaborado a partir da live “Ácidos graxos na dieta: impactos na digestibilidade, leite e reprodução”, com Jonas de Souza, PhD, da mentoria “Foco em gorduras e ácidos graxos” do Dr. Mike Hutjens na Ruminants.ai e da revisão de Lock, dos Santos Neto e de Souza (2025), citada ao final.

De “gordura” para ácidos graxos

Durante anos a gordura da dieta foi tratada como um número só, o extrato etéreo, e vista apenas como fonte concentrada de energia. Hoje a leitura é outra. Assim como a nutrição evoluiu de proteína bruta para proteína metabolizável e depois para aminoácidos como lisina e metionina, a gordura passou a ser lida como ácidos graxos específicos, cada um com efeito próprio sobre digestibilidade, produção, condição corporal e reprodução.

Cinco ácidos graxos respondem por cerca de 95% do total em qualquer dieta de vaca leiteira, no Brasil, nos Estados Unidos ou no Japão:

Ácido graxoEstruturaOnde aparece
Palmítico (C16:0)16 carbonos, saturadoBaixo na maioria dos ingredientes; principal ácido graxo do leite. Presente na dieta e também produzido em parte por síntese de novo na glândula mamária
Esteárico (C18:0)18 carbonos, saturadoBaixo na dieta, mas é o que mais chega ao intestino, por causa da biohidrogenação no rúmen
Oleico (C18:1)18 carbonos, 1 dupla ligaçãoOleaginosas como canola e soja alto oleico, e suplementos
Linoleico (C18:2)18 carbonos, 2 duplasSilagem e grão de milho, soja
Linolênico (C18:3)18 carbonos, 3 duplasForragens verdes (alfafa: 38,7% do total de ácidos graxos)

No rúmen, as bactérias transformam os insaturados. A extensão da biohidrogenação no rúmen fica em 80% a 95% para o linoleico (C18:2), 60% a 80% para o oleico (C18:1) e 85% a 100% para o linolênico (C18:3) (Lock, dos Santos Neto e de Souza, 2025). Biohidrogenado não significa necessariamente convertido por completo em esteárico (C18:0): parte para em intermediários. Quando as vias de bio-hidrogenação são alteradas, surgem intermediários trans, como o CLA trans-10, cis-12, que deprimem a gordura do leite.

Quanto de ácidos graxos colocar na dieta

A dieta basal, só com volumoso e concentrado, já traz cerca de 3% de ácidos graxos na matéria seca. Os limites apresentados pelo Dr. Mike Hutjens na mentoria de junho de 2026 são:

Limites práticos de ácidos graxos (Hutjens, 2026)

  • Máximo de 7% de ácidos graxos na MS; acima disso, o consumo cai.
  • Cerca de 5% da MS pode ser o ideal no início da lactação.
  • PUFA (poli-insaturados) abaixo de 500 g/vaca/dia ou 2% da MS.
  • Insaturados disponíveis no rúmen (RUFA) abaixo de 700 g/vaca/dia ou 3% da MS.
  • Teto por ingrediente: soja crua ou extrusada 1 kg; soja tostada 2 kg; caroço de algodão 2 kg; DDGS 2 kg.

Esses limites são referências preventivas de formulação, não limites biológicos absolutos. A própria dieta-exemplo americana mostrada por Hutjens tinha 745 g de PUFA por dia. O risco cresce com óleo livre, pH baixo e pouca fibra longa.

DDG brasileiro é mais gordo. O limite de 2 kg de DDGS do Hutjens vale para o DDG americano, que hoje tem 5% a 7% de extrato etéreo porque o óleo vai para o biodiesel. No Brasil, ainda é comum DDG com 10% a 12% (de 7% a 12%), e somar 2 kg dele a 1 kg de soja tostada só traz mais linoleico. Hutjens usa um teto de cerca de 200 g de óleo livre por vaca/dia vindo de DDG e de soja expeller; acima disso, “você está por sua conta”. Jonas alerta para a variação entre lotes (formular com 10% e receber 14% a 15%), e Hutjens relata mais problemas com DDG úmido do que seco. Peça a análise de cada lote. A ordem do Hutjens: DDG primeiro, soja tostada depois, pela proteína não degradável no rúmen (PNDR). (Mentoria Hutjens, 2026, 00:53 a 01:28.)

O slide de formulação de Jonas de Souza traz: C16:0: 250 g no fluxo duodenal (1,0% a 1,5% da MS); C18:0: 500 a 600 g; C18:1: 40 a 60 g no fluxo duodenal; e carga ruminal de insaturados: 650 g (2,0% a 2,5% da MS). Os valores em porcentagem são da dieta; os gramas de C16:0, C18:0 e C18:1 são metas de fluxo duodenal, enquanto os 650 g são carga ruminal (ingestão) de insaturados, não fluxo duodenal. Eles não são intercambiáveis. Em separado, na mentoria de junho de 2026, Jonas disse que trabalha com palmítico em torno de 0,75% a 1% da MS da dieta. Esses valores são para modelos que estimam o fluxo duodenal; em softwares que trabalham só com a composição da dieta, é preciso converter.

Ácidos graxos na dieta: recomendações de formulação de C16:0, C18:0 e insaturados
Recomendações de formulação apresentadas por Jonas de Souza na live sobre ácidos graxos na dieta.

Digestibilidade: nem toda gordura é igual

O modelo do livro Exigências Nutricionais de Bovinos Leiteiros, 8.ª ed. revisada — edição Santafé agrupa os lipídios em 11 categorias, cada uma com digestibilidade própria. Alguns valores de digestibilidade total dos ácidos graxos desse modelo, conforme apresentados pelo Dr. Mike Hutjens:

FonteDigestibilidade
Sais de cálcio de ácidos graxos0,76
Oleaginosas0,73
Ácido palmítico (85%)0,73
Óleo0,70
Triglicerídeo de sebo0,68
Ácidos graxos saturados0,61
Palmítico + esteárico acima de 90%0,31

Suplementos altamente enriquecidos em AG saturados podem apresentar menor digestibilidade, dependendo do perfil e da forma física. Por isso, mais esteárico na dieta costuma render menos do que parece na tabela (Lock, dos Santos Neto e de Souza, 2025).

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Mentoria: Foco em Gorduras e Ácidos Graxos, com Dr. Mike Hutjens e Jonas de Souza, PhD

Webinar em português · junho de 2026 · cerca de 2 h · área de Webinars da Ruminants.ai

Ácidos graxos na dieta: Dr. Mike Hutjens e Jonas de Souza, PhD, autores da mentoria na Ruminants.ai

Jonas de Souza, PhD

Diretor de Pesquisa e Serviços Técnicos
Perdue Animal Nutrition

Dr. Mike Hutjens

Professor Emérito
University of Illinois

  • A tabela de ácidos graxos dos alimentos: perfil de C16:0 a C18:3 da silagem de milho, alfafa, milho, soja e soja alto oleico.
  • Limites na prática: 7% de ácidos graxos na MS, PUFA abaixo de 500 g e RUFA abaixo de 700 g por vaca/dia.
  • Gordura nas fezes: dados de 2025 e 2026 da Rock River Labs e quanto custa o teste.
  • Soja alto oleico: 75% de oleico, inclusão de 8% a 15% da MS e US$ 1,00 a US$ 1,40 a mais de margem sobre o custo alimentar por vaca/dia na Michigan State.
  • A conta de cada suplemento: retorno por vaca/dia de sais de cálcio, prill e ácido palmítico.
Assistir a aula na Ruminants.ai

Também em English e Español.

Os três suplementos do mercado

Jonas lembra que nenhum dos três foi desenhado pensando na vaca: todos nasceram como subprodutos de outras indústrias.

  • Sabão de cálcio de óleo de palma (C16:0 + C18:1). Tecnologia dos anos 1980. Na meta-análise, reduziu o consumo de MS em cerca de 0,5 kg. Mas nem todo sabão de cálcio reduz o consumo: o efeito vem dos sais de PFAD (destilado de ácidos graxos de palma), ricos em insaturados; sais de ômega-3 e de misturas de C16:0 com C18:1 não reduzem (slides de Jonas de Souza; Sukhija e Palmquist, 1990). Atenção: sabão de cálcio não é proteção. A dissociação no rúmen fica em 20% a 30% com pH 6,5 e sobe para 40% a 50% com pH de 5,8 a 6,0, comum em vacas de alta produção.
  • Gordura hidrogenada (prill, C16:0 + C18:0). Seca e estável, mas com menor digestibilidade.
  • Enriquecidos em ácido palmítico. Subproduto do óleo de palma depois da retirada do oleico. Aumentaram leite, teor e produção de gordura e também produção de proteína.

Num cenário de preços dos Estados Unidos apresentado por Hutjens, o retorno médio por vaca/dia foi de -10 centavos de dólar para sais de cálcio, -35 para o prill misto e +24 para o ácido palmítico. Esses valores refletem o cenário de preços de 2026 usado por Hutjens (US$ 1.400, US$ 1.600 e US$ 1.800 por tonelada) e não são universais: refaça a conta com os preços da sua região.

A conta do leite sozinho nem sempre fecha. No exemplo do Hutjens, 0,30 kg de gordura custa 54 centavos de dólar e devolve 37 centavos em leite, um saldo de -17 centavos por vaca/dia. O que pode pagar o investimento é a fertilidade (cerca de US$ 2,50 por dia a menos em dias em aberto), a menor perda de condição corporal e menos cetose. No Brasil, onde o pagamento por sólidos ainda é limitado, Jonas considera que palmítico puro (tipo “99”) não se paga. (Hutjens, 2026; live de Jonas de Souza.)

Oleaginosas: o efeito de cada fonte

Resumo de estudos da Universidade da Pensilvânia apresentado por Hutjens: variação em relação ao controle.

FonteEstudosLeite (kg)Gordura (pontos %)Proteína (pontos %)CMS (kg)
Sebo4+1,3-0,10-0,08-0,9
Caroço de algodão21+0,3+0,19-0,10-0,9
Soja crua4+0,8-0,10-0,17-2,2
Soja tostada9+1,5+0,30-0,080,0
Soja extrusada5+2,1-0,50-0,12+0,2

Arraste a tabela para o lado para ver todas as colunas.

A soja tostada foi a única que aumentou leite e gordura sem reduzir o consumo. A extrusada deu mais leite, mas derrubou a gordura. (Hutjens, 2026.)

Palmítico e oleico: a partição de energia

A descoberta mais útil dos últimos anos é que esses dois ácidos graxos direcionam a energia para tecidos diferentes. Mais C16:0 aumenta a energia usada na lactação, sobretudo para a gordura do leite. Mais C18:1 aumenta a energia destinada às reservas corporais.

Ácidos graxos na dieta: efeito do palmítico e do oleico sobre a partição de energia
Palmítico (C16:0) direciona energia para a lactação; oleico (C18:1), para as reservas corporais (de Souza e Lock).
  • Palmítico: principal ácido graxo do leite; melhora a produção de gordura e aumentou a digestibilidade da FDN em média 3,2 unidades em seis estudos (de 40% para 43%, por exemplo). Pode induzir resistência à insulina.
  • Oleico: melhora a digestibilidade dos ácidos graxos e a sensibilidade à insulina, com respostas melhores em vacas de alta produção e no início da lactação.

Em vacas de 43, 50 e 56 kg de leite, alimentadas com a mesma dieta e suplementos com relações palmítico:oleico de 80:10 a 60:30, as vacas de baixa produção não responderam à troca. Já no lote de alta, cada aumento de oleico elevou a produção de forma linear, sem mudar o consumo (cerca de 29 kg de MS) e com tendência de mais ganho de peso.

Ácidos graxos na dieta: relação palmítico:oleico e produção de leite por nível de produção
Resposta à relação palmítico:oleico por nível de produção (de Souza et al., 2019).

No pós-parto (56 vacas, gordura a 1,5% da MS de 1 a 24 dias em lactação; de Souza et al., 2021), suplemento só com palmítico aumentou a perda de peso. Com mais oleico, as vacas comeram mais e perderam menos condição corporal, chegando ao mesmo nível de leite na segunda semana. Em outro estudo, a gordura (0, 1% e 2% da MS, relação 60:30) somou +1,4 kg de leite/vaca/dia como resposta à suplementação de AG (0, 1% e 2% da MS), adicional ao efeito da proteína metabolizável e deixou um efeito residual de quase 2 kg mesmo depois de retirada (Parales-Girón et al. (2025), resumo ADSA).

Quando a suplementação compensa

  • Em TMR, vacas abaixo de 30 kg: geralmente não indicada.
  • Em TMR, de 30 a 40 kg: depende do objetivo e do custo.
  • Em TMR, acima de 45 a 50 kg: frequentemente necessária para fechar a dieta sem sacrificar condição corporal e reprodução.
  • Exceção a pasto: vacas com pico de 26 a 30 kg ganharam 3 a 4 kg no pico com suplementação, e a gordura permite usar menos amido no concentrado.

Antes de comprar, Jonas sugere três perguntas: qual é o objetivo (energia, condição corporal, produção ou componentes), o que a dieta basal já fornece e se o produto tem dados e consistência. Ao fornecedor, pergunte também qual é o perfil de ácidos graxos, o teor total de ácidos graxos e em que forma eles estão. A digestibilidade de suplementos de palmítico varia de cerca de 30% a 70%, conforme a matéria-prima e o processo, e não existe análise de laboratório que separe o bom do ruim; por isso Jonas recomenda usar produtos testados em ensaios de alimentação. (Slides e respostas de Jonas de Souza, 2026.) E lembra que, no Brasil, onde o pagamento por sólidos ainda é limitado, suplementos de palmítico puro fazem menos sentido do que combinações de palmítico com oleico.

Gordura não resolve outros problemas. Queda de gordura do leite por excesso de óleo, amido acima de 30% ou falta de fibra longa precisa ser corrigida na dieta. Veja como avaliar a fibra fisicamente efetiva e as faixas da Peneira Penn State para a TMR.

O que o leite e a reprodução mostram (Hutjens, 2026)

  • Origem da gordura do leite: de novo 18% a 30%, mista 35% a 40% e pré-formada 30% a 45%.
  • Segundo o Dr. Mike Hutjens, 5 a 10 g de CLA, principalmente o isômero trans-10, cis-12, podem provocar redução de aproximadamente 0,5 ponto na gordura do leite (de 4,0% para 3,5%).
  • Relação proteína:gordura acima de 0,90 em Holandesas indica falta de gordura no leite. Se mais de 10% do rebanho estiver com proteína 0,4 ponto acima da gordura, investigue acidose ruminal.
  • Relação proteína:gordura abaixo de 0,75 indica falta de proteína no leite: pouca proteína microbiana ou falta de PNDR.
  • Com óleo de palma, os ácidos graxos pré-formados podem passar de 40% da gordura do leite. Calor forte também derruba a gordura do tanque.
  • Gordura nas fezes: a média foi de 2,5% em 2025 (1.380 amostras) e de 3,5% em 2026 (631 amostras, Rock River Labs), com cerca de 67,7% de digestibilidade da gordura. Resultado acima de 5% pede investigação da fonte, do nível ou do tamanho de partícula do suplemento. A análise por NIR custa cerca de US$ 32,25 nos EUA.
  • Gordura do leite baixa? Se falta fibra longa, acrescente 1 kg de feno ou 0,5 kg de palha; se o amido passa de 30%, reduza.
  • Ômega-6:ômega-3: uma recomendação comercial citada por Hutjens sugere cerca de 15:1 no pré-parto e 5:1 no pós-parto; Jonas lembra que os trabalhos de Silvestre et al. (2011) e Greco et al. (2015) indicam algo próximo de 4:1 no pós-parto.
  • Uma meta-análise de 20 estudos, citada por Hutjens, mostrou melhora na concepção ao primeiro serviço com gordura na dieta.
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Perguntas frequentes

Qual o máximo de ácidos graxos na dieta da vaca leiteira?

Cerca de 7% da MS. A dieta basal já traz 3%, e 5% pode ser o ideal no início da lactação.

Sabão de cálcio é gordura protegida?

Não totalmente. A dissociação no rúmen vai de 20% a 30% com pH 6,5 a 40% a 50% com pH entre 5,8 e 6,0.

Palmítico ou oleico?

Palmítico favorece a gordura do leite; oleico favorece a digestibilidade e as reservas corporais. Vacas de alta produção e no início da lactação respondem melhor a combinações com mais oleico.

Vale suplementar vacas de 25 kg?

Em TMR, abaixo de 30 kg geralmente não é indicada. A pasto, com restrição de energia, pode compensar.

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Referências

  • Lock, A. L.; dos Santos Neto, J. M.; de Souza, J. 2025. Invited review: Moving from dietary fat to fatty acids. Journal of Dairy Science 108:11733–11756. DOI: 10.3168/jds.2025-27040
  • de Souza, J.; St-Pierre, N. R.; Lock, A. L. 2019. Altering the ratio of dietary C16:0 and cis-9 C18:1 interacts with production level in dairy cows. Journal of Dairy Science 102:9842–9856. DOI: 10.3168/jds.2019-16374
  • de Souza, J.; Prom, C. M.; Lock, A. L. 2021. Altering the ratio of dietary palmitic and oleic acids affects production responses during the immediate postpartum and carryover periods in dairy cows. Journal of Dairy Science 104:2896–2909. DOI: 10.3168/jds.2020-19311
  • Parales-Girón et al. (2025). Resumo ADSA (níveis de suplemento palmítico:oleico e proteína metabolizável no início da lactação).
  • de Souza, J. Live “Ácidos graxos na dieta: impactos na digestibilidade, leite e reprodução”. Santafé Agroinstituto, 2026. YouTube
  • Hutjens, M.; de Souza, J. Mentoria “Foco em gorduras e ácidos graxos”, junho de 2026. Ruminants.ai
  • Exigências Nutricionais de Bovinos Leiteiros, 8.ª ed. revisada — edição Santafé.
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